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sábado, 21 de maio de 2011

Minha Vida

Minha vida neste triste mundo
Foi ter um desgosto profundo
Em amar aquém não me amou...

Não tive, nem por um segundo,
Como se fosse um vagabundo,
O direito que Deus me legou...

Vivi do nada para o nada
Com minha triste desolada
Amando aquém me abandonou...
A minha alma sempre machucada
Caminhando numa triste estrada
Buscando aquém tanto me odiou!

Neste meu longo e penoso caminhar
Sigo cabisbaixo a lamentar
A causa que o desprezo me causou!

Às vezes começo a imaginar
Como posso ainda suportar
A solidão que a muito me tomou!

Minha jornada é longa e imensa
Choro de lamentação intensa
Lembrança de quem me enganou...

O amor me foi eterna cresça
Só que me atacou como uma doença
Dando amor aquém não me amou!

A coisa mais triste de se sentir
É amar tendo que sempre ouvir
A pessoa dizer que nunca te gostou!

É como ter que amarrado assistir
Na voz feroz do leão a rugir
Vindo depois que alguém o provocou...

Amar e ter respeito por alguém
E depois ser tido como ninguém
Pela pessoa com quem a gente se casou...

É como ser impulsionado ao além
Aonde não se possa ter também
O direito de amar... Tudo se acabou!
Eu nasci para amar e amar,
Só que para sempre me condenar,
Foi que tudo começou...

O amor que veio me encontrar
Não era amor para se amar,
Somente me odiou e enganou!

Se amar é viver do amor
Nunca terei na vida o sabor
Desse direito! O meu sol se apagou...

Antonio Santos Sanceí.

Curitiba PR Brasil.

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